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domingo, 10 de junho de 2012

Léon Denis

Dados pessoais:
Nome: Léon Denis
Nascimento: 1846
Homem: filósofo e espírita
Desencarne: 1927.
1. ASPECTOS GERAIS
Instruído na Maçonaria. Sua vivência no Espiritismo foi acompanhada pelos ensinamentos fornecidos pelos seus guias espirituais: Sorella, Durand e Jerônimo de Praga. Inicialmente, solicitaram-lhe a devida preparação para se tornar um orador e escritor; depois, fortaleceram-lhe o ânimo, dizendo-lhe para não se preocupar, pois estariam ao seu lado em todos os momentos da vida.
2. LÉON DENIS E ALLAN KARDEC
Léon Denis e Allan Kardec têm, entre si, íntima relação. Ambos são druídas reencarnados, pois viveram nas Gálias, no século V a. C.. O nome Léon Denis está escrito no de Kardec, ou seja, Hippolyte LEON DENIZard Rivail. São Jerônimo de Praga, seu guia espiritual, fora discípulo de João Huss (encarnação anterior de Kardec), os dois queimados vivos, no Século XV, por ordem do Concílio de Constança.
3. MOVIMENTO ESPÍRITA
A propagação do Espiritismo não foi tarefa fácil. Como acontece com toda a idéia nova, sofreu, também, os ataques de seus opositores. Léon Denis teve de lutar contra o materialismo, a falta de idealismo, o cientificismo e o positivismo de Augusto Comte, que grassavam nas universidades. As conferências, os congressos e os livros publicados foram suas armas para a divulgação e a consolidação do edifício doutrinário, alicerçado pelas pesquisas e análises de Allan Kardec.
4. DETALHE IMPORTANTE
A integridade de seu caráter criava-lhe condições necessárias para o cumprimento do seu dever. Ao cogito ergo sum de Descartes, acrescenta: "Eu sou e quero ser sempre mais do que sou". Vegetariano, dizia que não havia bebida melhor do que a água. De moral elevada, procurava cumprir tudo o que prometia. Tornou-se, com o tempo, um autodidata, o que lhe conferia pensar com a própria cabeça.
5. OBRAS
Escreveu, entre outras, as seguintes obras: 
Porquê da Vida, 1885;
Depois da Morte, 1890;  
Cristianismo e Espiritismo
, 1898;  
Joana D'Arc Médium
, 1910;  
O Grande Enigma
, 1911;  
O Mundo Invisível e a Guerra
, 1919;  
O Gênio Céltico e o Mundo Invisível
, 1927.
Fonte de Consulta

LUCE, G. Vida e Obra de Léon Denis. São Paulo, Edicel, 1968.

José Herculano Pires


Dados pessoais:
Nome:
 José Herculano Pires
Nascimento:
 25 de setembro de 1914, em Avaré, São Paulo 
Homem:
 jornalista, filósofo, conferencista espírita.
Desencarne:
 9 de março de 1979, em São Paulo.
1. ASPECTOS GERAIS
J. H. Pires revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 16 anos publicou o seu primeiro livro, Sonhos Azuis (contos) e aos 18 anos o segundo livroCoração (poemas livres e sonetos). Em 1946 publicou o seu primeiro romance, O Caminho do Meio, que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins. Repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados onde manteve, também, por quase 20 anos, a coluna espírita com o pseudônimo de Irmão Saulo. Em 1958 bachalerou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo, e pela mesma licenciou-se em Filosofia tendo publicado uma tese existencial: O Ser e a Serenidade.
2. CONVERSÃO AO ESPIRITISMO
Desde a adolescência que temas filosóficos, inclusive de caráter religioso, interessaram Herculano Pires. Nascido em família católica, permaneceu no catolicismo até os quinze anos de idade. Depois, veio a crise. Mas, o que o levou a converter-se ao Espiritismo? Numa entrevista gravada por Jorge Rizzini, disse ter sido o raciocínio, pois a religião que professava não o explicava convincentemente. Contudo, não foi direto para o Espiritismo; passou antes pela Teosofia. Caindo-lhe nas mãos um exemplar de O Livro dos Espíritos, encontrou tudo o que procurava.
3. MOVIMENTO ESPÍRITA
Defensor inconteste da Doutrina Espírita, era um conferencista ardoroso. Combateu erros doutrinários, principalmente aqueles cometidos pelas Federações. A cada correção dava as suas razões. Não queria que um órgão coordenador do movimento espírita pudesse propagar falhas doutrinárias. 
4. OBRAS ESPÍRITAS
Entre seus livros espíritas, citamos:
Introdução à Filosofia Espírita, pela Paidéia;
Mediunidade (Vida e Comunicação), pela Edicel;
O Espírito e o Tempo, pela Edicel;
Agonia das Religiões, pela Paidéia;
Revisão do Cristianismo, pela Paidéia;
Ciência Espírita, pela Paidéia.
Curso Dinâmico de Espiritismo, pela Paidéia.
Centro Espírita, pela Paidéia.

Fonte: RIZZINI, Jorge. J. Herculano Pires: O Apóstolo de Kardec. São Paulo: Paidéia, 2001.
Fonte:http://www.ceismael.com.br/bio/biografia-jose-herculano-pires.htm

João Huss


João Huss, encarnação anterior de Allan Kardec, viveu num século de contradições religiosas. Pregador da Universidade de Praga, nasceu em Hussinet, perto de Fichtelgebirge, na Boêmia, cerca da fronteira bávara e do limite lingüístico entre o alemão e o checo, em 1373, e morreu queimado na fogueira em 1415.
Huss foi influenciado pelas idéias de Wiclef (1333-1384), teólogo e reformador inglês. Wiclef desenvolveu alguns tratados sobre o dominiun, ou seja, a idéia de que o poder vem de Deus e apenas é legítimo naqueles que se encontram em estado de graça. As suas teses contrariavam os interesses da Igreja católica: expressava-se contra o poderio papal, os votos religiosos, os benefícios e riquezas do clero, as indulgências e a concepção tradicional acerca do sacerdócio. Com isso sofreu inúmeras admoestações por parte do clero.
Huss, como professor da Universidade de Praga, distinguiu-se nas discussões mais abstratas e no conhecimento de Aristóteles, da Bíblia e dos Santos Padres. Buscou no escritos de Matias Janov e Chtitny a solução para as suas inquietudes religiosas. Matias Janov e Chtitny propagavam a consideração da Bíblia como única fonte de verdade e de fé. Essa influência afastou Huss da doutrina católica e sua heterodoxia se reforçou na leitura das obras de Wiclef, particularmente do Dialogus e Trialogus, trazidas de Oxford por Jerônimo de Praga.
A Igreja, naquela época, estava em crise: dividida pelo Cisma do Ocidente, ameaçada pela ressurreição das antigas heresias e a formulação de novos postulados antidogmáticos. Eis que surge na Boêmia um outro foco, muito mais perigoso que o de Wiclef. É que Huss apresenta-se como reformador religioso e como caudilho nacional, papel muito semelhante, desempenhado um século mais tarde, por Lutero na Alemanha.
Huss, tradutor das obras de Wiclef, propagou várias teses antidogmáticas. Baseando-se nos escritos de Wiclef, negou a necessidade de confissão auricular, atacou como idolátrico o culto de imagens, da Virgem Maria e dos Santos e a infalibilidade papal. Com isso, teve a ira do clero contra a sua pessoa, que após várias admoestações acabou sendo queimado no dia 06/07/1415. Ao seu lado morreu Jerônimo de Praga.
A sua luta não foi em vão. Depois disso, houve mais tolerância entre os credos religiosos.

Fonte de Consulta

CANTU, C. , SEIFERT, J. L. Os Titãs da Religião.
VERBO ENCICLOPEDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa, Editorial Verbo, 1976. 

Gabriel Delanne

Dados pessoais:   
Nome
: François-Marie-Gabriel Delanne  
Nascimento
: 23/03/1857, em Paris, França.  
Homem
: cientista, engenheiro, filósofo e espírita.  
Desencarne
: fevereiro de 1926.
1. NOTAS INTRODUTÓRIAS
Allan Kardec, Léon Denis e Gabriel Delanne merecem, por seu devotamento à Ciência Espírita, serem chamados"Apóstolos do Espiritismo". Dentre eles, apenas Gabriel Delanne nasceu numa família que já conhecia o Espiritismo. Allan kardec, quando iniciou as suas atividades espíritas, já tinha 51 anos. Léon Denis, a seu turno, viveu 16 anos sem ter ouvido falar de Espiritismo.

2. A FAMÍLIA DELANNE
Seu pai, Alexandre Delanne, ao viajar em negócios, ouviu falar do Espiritismo, o que lhe ensejou a leitura de O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns. Depois dessa leitura, teve a curiosidade de conhecer pessoalmente Allan Kardec. Fê-lo, e foi acolhido fraternalmente pelo Codificador do Espiritismo. Tornaram-se amigos, a ponto de Allan Kardec freqüentar a sua casa. Foi dentro desse ambiente que cresceu Gabriel Delanne. Em fins de 1889, Alexandre funda o seu Grupo Espírita, e sua esposa torna-se uma excelente médium-escrevente. É assim que, desde o começo de sua vida, já estava familiarizado com o vocabulário espírita.

3. FORMAÇÃO DE GABRIEL DELANNE
Estudou no Colégio de Cluny (Saône-et-Loire), em seguida, com seu irmão Ernesto, no Colégio de Gray (Haute-Saône).
Formou-se em Engenharia, e trabalhou como engenheiro na Companhia de Ar Comprimido e Eletricidade Popp, onde permaneceu até 1892.

4. PARTICIPAÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA
- Foi fundador, juntamente com seu pai, da União Espírita Francesa, em 24/12/1882; - Colaborador e redator da revista bimensal Le Spiritism, em março de 1883; - Auxiliou na fundação da Federação Francesa-Belgo-Latina, em 1883; - Durante os anos de 1886, 1887, 1888, 1889 e 1890 fez inúmeras conferências de propaganda do Espiritismo. - Em julho de 1896 apareceu o 1.º número da Revista Científica Moral do Espiritismo, fundada por Gabriel Delanne.

5. OBRAS QUE NOS DEIXOU
Le Spiritisme devant la Science (O Espiritismo perante a Ciência), em 1885;
Le Phénomène Spirite (O Fenômeno Espírita), em 1896;
L’Évolution Animique (A Evolução Anímica), em 1897;
Recherches sur la Médiumnité (Pesquisas sobre a Mediunidade), em 1898;
L’Âme est Immortelle (A Alma é Imortal), em 1897;
Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort, tome I (As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos, 1.º volume), em 1909;
Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort, tome II (As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos, 2.º volume), em 1911;
La Réincarnation (Documentos para Servir ao Estudo de Reencarnação), em 1927.
Observação: para maiores informações, consulte a obra Gabriel Delanne: Sua Vida, seu Apostolado, sua Obra, de BODIER, Paul e REGNAULT, Henri (Rio de Janeiro, C. E. Léon Denis, 1988), da qual foi tirado o presente resumo. 

Eurípedes Barsanulfo

Dados pessoais:   
Nome
: Eurípedes Barsanulfo.  
Nascimento
: 1.º/05/1880, em Sacramento, Minas Gerais
Homem: professor, político e espírita.  
Desencarne
: 1.º/11/1918 (38 anos), na mesma cidade.
1. INTRODUÇÃO
O jornal O Bora, Semanário Independente de Sacramento, em 17 de novembro de 1918 edita uma nota longa sobre esta personalidade. Diz que "A vida de Eurípedes Barsanulfo é um fato um tanto raro na história da humanidade. Compenetrado dos elevados sentimentos de caridade e amor do próximo, só procurou fazer o bem pelo bem, auxiliando sempre os mais necessitados ... Esse vulto eminente, essa alma toda cheia de bondade, não teve ódio nem rancor de ninguém ... A humildade foi um dos traços predominantes de seu caráter reto, sempre averso aos gozos efêmeros da vida terrena".
2. LIDERANÇA JUVENIL
Era ainda bem moço, porém muito estudioso e com tendências para o ensino, por isso foi incumbido pelo seu mestre-escola de ensinar aos próprios companheiros de aula. Respeitável representante político de sua comunidade, tornou-se secretário da Irmandade de São Vicente de Paula, tendo participado ativamente da fundação do jornal "Gazeta de Sacramento" e do "Liceu Sacramentano". Logo viu-se guindado à posição natural de líder, por sua segura orientação quanto aos verdadeiros valores da vida.
3. CONVERSÃO AO ESPIRITISMO
Através de informações prestadas por um dos seus tios, tomou conhecimento da existência dos fenômenos espíritas e das obras da Codificação Kardequiana. Diante dos fatos voltou totalmente suas atividades para a nova Doutrina, pesquisando por todos os meios e maneiras, até desfazer totalmente suas dúvidas.
Despertado e convicto, converteu-se sem delongas e sem esmorecimentos, começando a sofrer, inclusive no seio familiar, as conseqüências de sua atitude incompreendida. Persistiu lecionando e entre as matérias incluiu o ensino do Espiritismo, provocando reação em muitas pessoas da cidade, sendo procurado pelos pais dos alunos, que chegaram a oferecer-lhe dinheiro para que voltasse atrás quanto à nova matéria e, ante sua recusa, os alunos foram retirados um a um.
4. PERSEGUIÇÕES E MEDIUNIDADE
Sob pressões de toda ordem e impiedosas perseguições, Eurípedes sofreu forte traumatismo, retirando-se para tratamento e recuperação em uma cidade vizinha, época em que nele desabrocharam várias faculdades mediúnicas, em especial a de cura, despertando-o para a vida missionária. Um dos primeiros casos de cura ocorreu justamente com sua própria mãe que, restabelecida, se tornou valiosa assessora em seus trabalhos.
A produção de vários fenômenos fez com que fossem atraídas para Sacramento centenas de pessoas de outras paragens, abrigando-se nos hotéis e pensões, e até mesmo em casas de famílias, pois a todos Barsanulfo atendia e ninguém saía sem algum proveito, no mínimo o lenitivo da fé e a esperança renovada e, quando merecido, o benefício da cura, através de bondosos Benfeitores Espirituais.
5. FUNDAÇÃO DO G. E. ESPERANÇA E CARIDADE
Auxiliava a todos, sem distinção de classe, credo ou cor e, onde se fizesse necessária a sua presença, lá estava ele, houvesse ou não condições materiais. Jamais esmorecia e, humildemente, seguia seu caminho cheio de percalços, porém animado do mais vivo idealismo. Logo sentiu a necessidade de divulgar o Espiritismo, aumentando o número dos seus seguidores. Para isso fundou o "Grupo Espírita Esperança e Caridade", no ano de 1905, tarefa na qual foi apoiado pelos seus irmãos e alguns amigos, passando a desenvolver trabalhos interessantes, tanto no campo doutrinário, como nas atividades de assistência social.
Certa ocasião caiu em transe em meio dos alunos, no decorrer de uma aula. Voltando a si, descreveu a reunião havida em Versailles, França, logo após a I Guerra Mundial, dando os nomes dos participantes e a hora exata da reunião quando foi assinado o célebre tratado.
6. FUNDAÇÃO DO COLÉGIO ALLAN KARDEC
Em 1.º de abril de 1907, fundou o Colégio Allan Kardec, que se tornou verdadeiro marco no campo do ensino. Esse instituto de ensino passou a ser conhecido em todo o Brasil, tendo funcionado ininterruptamente desde a sua inauguração, com a média de 100 a 200 alunos, até o dia 18 de outubro, quando foi obrigado a cerrar suas portas por algum tempo, devido à grande epidemia de gripe espanhola que assolou nosso país.
Seu trabalho ficou tão conhecido que, ao abrirem-se as inscrições para matrículas, as mesmas se encerravam no mesmo dia, tal a procura de alunos, obrigando um colégio da mesma região, dirigido por freiras da Ordem de S. Francisco, a encerrar suas atividades por falta de freqüentadores.
7. DEBATES RELIGIOSOS
Liderado a pulso forte, com diretriz segura, robustecia-se o movimento espírita na região e esse fato incomodava sobremaneira o clero católico, passando este, inicialmente de forma velada e logo após, declaradamente, a desenvolver uma campanha difamatória envolvendo o digno missionário e a doutrina de libertação, que foi galhardamente defendida por Eurípedes, através das colunas do jornal "Alavanca", discorrendo principalmente sobre o tema: "Deus não é Jesus e Jesus não é Deus", com argumentação abalizada e incontestável, determinando fragorosa derrota dos seus opositores que, diante de um gigante que não conhecia esmorecimento na luta, mandaram vir de Campinas, Estado de S. Paulo, o reverendo Feliciano Yague, famoso por suas pregações e conhecimentos, convencidos de que com suas argumentações e convicções infringiriam o golpe derradeiro no Espiritismo.
Foi assim que o referido padre desafiou Eurípedes para uma polêmica em praça pública, aceita e combinada em termos que foi respeitada pelo conhecido apóstolo do bem.
No dia marcado o padre iniciou suas observações, insultando o Espiritismo e os espíritas, "doutrina do demônio e seus adeptos, loucos passíveis das penas eternas", numa demonstração de falso zelo religioso, dando assim testemunho público do ódio, mostrando sua alma repleta de intolerância e de sectarismo.
A multidão que se mantinha respeitosa e confiante na réplica do defensor do Espiritismo, antevia a derrota dos ofensores, pela própria fragilidade dos seus argumentos vazios e inconsistentes.
O missionário sublime, aguardou serenamente sua oportunidade, iniciando sua parte com uma prece sincera, humilde e bela, implorando paz e tranqüilidade para uns e luz para outros, tornando o ambiente propício para inspiração e assistência do plano maior e em seguida iniciou a defesa dos princípios nos quais se alicerçavam seus ensinamentos.
Com delicadeza, com lógica, dando vazão à sua inteligência, descortinou os desvirtuamentos doutrinários apregoados pelo Reverendo, reduzindo-o à insignificância dos seus parcos conhecimentos, corroborado pela manifestação alegre e ruidosa da multidão que desde o princípio confiou naquele que facilmente demonstrava a lógica dos ensinos apregoados pelo Espiritismo.
Ao terminar a famosa polêmica e reconhecendo o estado de alma do Reverendo, Eurípedes aproximou-se dele e abraçou-o fraterna e sinceramente, como sinceros eram seus pensamentos e suas atitudes.
8. DESENCARNE
Barsanulfo seguiu com dedicação as máximas de Jesus Cristo até o último instante de sua vida terrena, por ocasião da pavorosa epidemia de gripe que assolou o mundo em 1918, ceifando vidas, espalhando lágrimas e aflição, redobrando o trabalho do grande missionário, que a previra muito antes de invadir o continente americano, sempre falando na gravidade da situação que ela acarretaria.
Manifestada em nosso continente, veio encontrá-lo à cabeceira de seus enfermos, auxiliando centenas de famílias pobres.
Havia chegado ao término de sua missão terrena.
Esgotado pelo esforço despendido, desencarnou no dia 1.º de novembro de 1918, às 18 horas, rodeado de parentes, amigos e discípulos.
Sacramento em peso, em verdadeira romaria, acompanhou-lhe o corpo material até a sepultura, sentindo que ele ressurgia para uma vida mais elevada e mais
9. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

NOVELINO, CORINA. Eurípedes, o Homem e a Missão. 3.ed., Araras/SP, IDE, 1979.
Grandes Vultos do Espiritismo

Ernesto Bozzano


Dados pessoais:Nome: Ernesto Bozzano  
Nascimento
: 1861, em Gênova, Itália.  
Homem
: cientista, filósofo e espírita.  
Desencarne
: 7 de julho de 1943, na mesma cidade.
1. NOTAS INTRODUTÓRIAS
Positivista dos mais eméritos, Bozzano apaixonou-se por todos os ramos do saber humano, entregando-se ao estudo dos grandes filósofos. Dos postulados materialistas passou a esposar uma forma de materialismo dos mais intransigentes, o que levou a declarar mais tarde: "Fui positivista-materialista a tal ponto convencido, que me parecia inverossímil pudessem existir pessoas cultas, dotadas normalmente de sentido comum, que pudessem crer na existência e sobrevivência da alma".

2. CONVERSÃO AO ESPIRITISMO
Em 1891 o professor Ribot, diretor da "Revista Filosófica", informou-o do lançamento da revista "Anais das Ciências Psíquicas", dirigida pelo Dr. Darieux, sob a inspiração do professor Charles Richet. A sua primeira impressão sobre a revista foi desairosa, dado o fato de considerar verdadeiro escândalo a circunstância de representantes da ciência oficial discutirem seriamente a possibilidade da transmissão do pensamento de um a outro continente, da aparição de fantasmas e das casas mal-assombradas. O prof. Rosenbach de Peterburgo escrevera violento artigo na "Revista Filosófica", contra a introdução desse novo misticismo no domínio da psicologia oficial. Na edição subseqüente, Richet refutou ponto por ponto, as afirmações errôneas de Rosenbach e as suas inconsistentes considerações, tendo esse artigo o mérito de convencer Bozzano. Nesses mesmos dias aparecia o famoso livro de Gurney, Podmore e Myers: "Fantasmas dos Vivos", relatando grande número de casos devidamente controlados e bem documentados. Os últimos resquícios de dúvida de Bozzano em torno da crença na existência de fenômenos telepáticos foram assim dissipados. Daí por diante dedicou-se, com fervor, ao estudo dos fenômenos espíritas, através das obras de Kardec, Léon Denis, Delanne, Gibier, Crookes, Wallace e outros.

3. GRUPO EXPERIMENTAL
Formou um grupo com a participação do Dr. Giuseppe Venzano, Luigi Vassalo e os professores Enrique Morselli e Francisco Porro, da Universidade de Genova. Esse grupo deu o que falar à imprensa italiana e estrangeira, pois praticamente havia se obtido a realização de quase todos os fenômenos, culminando com a materialização de seis espíritos perfeitamente visíveis.

4. OBRAS
Hipótese Espírita e a Teoria Científica;
Dos Casos de Identificação Espírita;
Dos Fenômenos Premonitórios;
A Primeira Manifestação de Voz Direta na Itália;
Animismo e Espiritismo;
Pensamento e Vontade;
Os Enigmas da Psicometria;
A Crise da Morte;
Xenoglossia;
Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte.

Fonte: Anuário Espírita de 1966, Araras, Ide, 1966.

Divaldo Pereira Franco

Dados pessoais:
Nome: Divaldo Pereira Franco
Nascimento: 5 de maio de 1927, na cidade de Feira de Santana, na Bahia.
Homem: médium espírita e conferencista.
1. ASPECTOS GERAIS
Desde a infância que se comunica com os Espíritos. Cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebendo o diploma de professor primário, em 1943. Aos 18 anos, em 1945, Divaldo mudou-se para Salvador, tendo sido aprovado no concurso para o IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado), onde ingressou em 05 de novembro de 1945. Administra a Mansão do Caminho, gigantesca obras social educacional em Salvador, que está atendendo atualmente a 3.000 crianças carentes por dia. 
2. CONVERSÃO AO ESPIRITISMO
Ainda jovem, foi abalado pela morte de seu irmão mais velho, o que o deixou traumatizado e enfermo. Foram consultados diversos médicos especialistas, sem obter nenhum resultado satisfatório. Foi a mão amiga de dona Ana Ribeiro Borges que o conduziu à Doutrina Espírita, libertando-o do trauma e trazendo a consolação tanto para ele, como para toda a família.
3. TRABALHO DE PSICOGRAFIA
Espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 7 de setembro de 1947. Dois anos depois iniciou a sua tarefa de psicografia. Diversas mensagens foram escritas por seu intermédio. Sob a orientação dos Benfeitores Espirituais guardou o que escreveu, até que um dia recebeu a recomendação de que queimasse tudo o que escrevera até ali, pois não passava de simples exercício.
Com a continuação, vieram novas mensagens assinadas por diversos Espíritos, dentre eles, Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como "um Espírito Amigo", ocultando-se no anonimato à espera do instante oportuno para se apresentar. Joanna revelou-se como sua orientadora espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta as pessoas necessitadas de diretriz espiritual.
4. MOVIMENTO ESPÍRITA E HOMENAGENS 
Percorreu mais de 1000 cidades, 53 países e 11.000 palestras proferidas. Recebeu quase 600 homenagens, procedentes de Instituições culturais, políticas, universidades, associações beneficentes, núcleos espiritualistas, centros espíritas etc., destacando-se o título de Doutor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade do Canadá e, no Brasil, mais de 80 títulos de cidadania. 
5. OBRAS
Em, 1964, Joanna de Ângelis selecionou várias mensagens de sua autoria e enfeixou-as no livro "Messe de Amor", que se tornou o primeiro livro psicografado por Divaldo. Atualmente, o médium é recordista e conta com 175 títulos publicados, incluindo os biográficos que retratam a sua vida e obra. Seis milhões de exemplares (edições e reedições), sendo que cerca de 80 obras foram traduzidas para outros idiomas (francês, inglês, castelhano, polonês, checo, esperanto, alemão, turco, sueco, holandês, albanês italiano e braille)
Fonte: FERNANDES, Washington Luís Nogueira. Atos do Apóstolo Espírita: Conheça um pouco a Vida de Divaldo. São Paulo: Feesp, 2000.